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Teatro Procópio Ferreira recebe exposição sobre Mãe Catita a partir deste sábado (31)

  • Foto do escritor: Guaruja milgrau
    Guaruja milgrau
  • 30 de jan.
  • 2 min de leitura

A Prefeitura de Guarujá, por meio da Secretaria de Cultura (Secult), vai organizar uma exposição sobre a Mãe Catita. A iniciativa acontecerá deste sábado (31) até terça-feira (3), na Galeria Wega Nery, localizada no saguão do Teatro Procópio Ferreira (Avenida Dom Pedro I, 350 – Jardim Tejereba). A ialorixá, que faleceu em 2013, é considerada o mais antigo representante de religiões afro-brasileiras na Cidade. No local ficarão expostos diversos objetos que pertenceram à mãe de santo, além de muitas fotos.


Mãe Catita chegou ao Guarujá em 1939 e, desde então, passou a construir uma trajetória marcada por fé, acolhimento e dedicação ao próximo. Foi no endereço no Jardim dos Pássaros que Mãe Catita enterrou seu barracão e encontrou raízes profundas na Cidade. Ali, em 11 de novembro de 1956, fundou a “Tenda Espírita Caboclo 7 Pedras Brancas”.


Ela teve papel fundamental no fortalecimento das ações do povo de matriz africana, nas práticas tradicionais de benzimento e, sobretudo, na Festa de Iemanjá, que se tornou seu principal foco e uma de suas maiores contribuições à identidade cultural e religiosa do Guarujá. A festa, conduzida com respeito, fé e organização, ajudou a consolidar a presença das religiões de matriz africana no cenário cultural da Cidade.


Conforme o secretário de Cultura, esta exposição celebra a força e o legado de uma mulher que representa toda a ancestralidade do povo do axé de Guarujá. “E também faz parte das ações do Plano de Governo do prefeito municipal de abertura de novos espaços para exposição e valorização das artes no Município”, cita.


Legado


Mãe Catita partiu em 29 de junho de 2013, porém o centro espiritual continua em funcionamento. Seu legado permanece vivo através de sua filha Iracema Leite Santana (Mãe Cema de Oxum) e de sua neta, Mayra Leite Santana (Mãe May de Oyá), que deram continuidade à missão espiritual.


Segundo sua neta, Mayra, a Mãe Catita ajudou milhares de pessoas, sem distinção, oferecendo escuta, orientação e conforto espiritual em momentos de dor, dúvida e desespero. “A história de Mãe Catita é a história de Guarujá. É a prova de que uma mulher, guiada pela fé e pelo amor ao próximo, pode transformar uma cidade inteira. Seu nome não pertence apenas à memória — pertence ao presente e ao futuro de todos que acreditam na força do cuidado, da ancestralidade e da espiritualidade como instrumentos de transformação social”, conclui.


 
 
 

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