NAVIOS ESPERAM ATÉ 30 DIAS PARA ATRACAR NO PORTO DE SANTOS; VEJA OS PREJUÍZOS
Um dos principais gargalos históricos da operação portuária, a demora na atracação de navios no Porto de Santos segue causando prejuízos em diferentes etapas da cadeia logística.
O tempo para atracação (janela) corresponde ao intervalo entre a chegada do navio à área de fundeio e sua atracação, incluindo o tempo de viagem pelo canal de acesso e eventual espera para atracação. Já o de estadia refere-se ao período entre a chegada do navio à área de fundeio e sua desatracação.
O diretor-executivo do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar-SP), José Roque, explica que as embarcações de contêineres que deixam de cumprir as janelas estão demorando de dois a três dias para atracar. O custo diário varia, de acordo com o comprimento da embarcação, de US$ 60 mil a US$ 100 mil. “A demora na atracação do navio de contêiner interfere no schedule (cronograma) dos demais portos, prejudicando toda a programação do navio”, reforça Roque.
A demora maior, segundo o diretor-executivo do Sindamar, é com as embarcações de fertilizantes. “Elas aguardam por 30 dias ou mais nos terminais privados. No cais público, a demora alcança três dias”, detalha.
A Autoridade Portuária de Santos (APS) explica que, historicamente, essa carga é mais impactada e que isso se deve ao menor número de berços. “Navios de contêineres, como operam por linha de navegação, atracam com mais facilidade”, afirma a APS.
Granéis
Tanto no transporte de granel sólido quanto no de líquido, a preocupação relacionada à demora é a mesma, lembra José Roque. “Em anos de safra cheia, Santos costuma apresentar uma das maiores filas dos navios graneleiros durante os picos de exportação. Demurrage (sobre-estadia) e custo de armazenagem das cargas nos armazéns são as maiores despesas”.
José Roque conta que, no mercado internacional de fretes de granel sólido, o Porto de Santos é conhecido pela fila. “Armadores e afretadores incorporam essa espera no planejamento e até na negociação do frete. No pico da safra, esperas de dez a 20 dias ou mais não são incomuns”, explica.
Fonte: Atribuna





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