TSG CONCESSIONÁRIA ASSUME CONTROLE INICIAL DAS OBRAS DO TÚNEL SANTOS-GUARUJÁ
- Guaruja milgrau
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TSG Concessionária S.A. assumiu oficialmente o controle inicial das obras e das etapas de operação do futuro Túnel Imerso Santos-Guarujá. A assinatura do termo administrativo marca o início formal da transição do sistema rodoviário e de acessos, integrando o cronograma oficial de investimentos estruturado em cooperação com o Governo do Estado de São Paulo.
A medida foi formalizada por meio do Termo de Transferência Inicial, dispositivo previsto na Cláusula 6.4 do contrato de concessão patrocinada do empreendimento. Na prática, o ato transfere os trabalhos dos estudos de engenharia e licenciamento ambiental para a fase de canteiro de obras e preparação territorial.
Criada especificamente como uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) para gerir o ativo pelos próximos 30 anos, a TSG Concessionária S.A. foi constituída após o consórcio liderado pelo grupo de engenharia português Mota-Engil vencer a concorrência internacional promovida pelo poder público paulista.
Engenharia de alta complexidade e integração de modais
O empreendimento é apontado por especialistas como um dos maiores marcos da engenharia de transporte moderna no país. Com um orçamento consolidado de aproximadamente R$ 6,8 bilhões – divididos em parceria conjunta com aportes dos governos estadual e federal -, a obra visa erradicar gargalos históricos de logística no Porto de Santos e otimizar radicalmente o fluxo de passageiros na Baixada Santista.
A estrutura contará com cerca de 1,5 quilômetro de extensão total, dos quais 870 metros serão totalmente submersos, posicionados sob o canal do porto. Para garantir a multimodalidade, o túnel abrigará três faixas de rolamento por sentido para veículos automotores e uma galeria exclusiva para pedestres e ciclistas. Além disso, o projeto traz uma infraestrutura interna totalmente preparada para receber as futuras expansões do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), unificando os sistemas de trilhos de Santos e Guarujá. A união de modais rodoviário, cicloviário e ferroviário em uma estrutura imersa confere ao projeto um padrão global de sustentabilidade urbana e eficiência
