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Missa campal saúda o padroeiro na histórica Ermida do Guaibê

  • Foto do escritor: Guaruja milgrau
    Guaruja milgrau
  • 20 de jan.
  • 2 min de leitura

Uma missa campal carregada de tradição e simbologia para a comunidade católica foi realizada para saudar o Dia de Santo Amaro, padroeiro de Guarujá, na última quinta-feira, 15 de janeiro. Comunidade local, o prefeito municipal, vice, primeira dama e outras autoridades municipais, além de fiéis de diferentes paróquias da Cidade participaram da celebração, realizada nas ruínas da Ermida de Santo Antônio do Guaibê, capela construída no século XVI, no extremo norte de Guarujá, sendo considerada uma das primeiras igrejas do Brasil.


A missa foi comandada pelos padres Rangel Santos e Carlos de Miranda, das paróquias Bom Jesus, na Vila Zilda, e Cristo Rei, no Pernambuco. As celebrações contaram com caravanas de fiéis das paróquias Cristo Rei, Bom Jesus, Nossa Senhora de Fátima e Santo Amaro (Igreja Matriz) e São José, em Vicente de Carvalho.


Localizada junto ao canal de Bertioga, a Ermida de Santo Antônio do Guaibê foi uma das primeiras igrejas do Brasil, frequentada pelo Padre Anchieta, que rezava missas e catequizava índios. Foi construída por José Adorno e é feita de pedras de sambaquis e óleo de baleia com conchas. O caminho é feito por uma trilha em área preservada da Mata Atlântica. É possível chegar ao local por mar, também.


Milagre das Luzes aconteceu na Ermida


Durante a celebração, os padres lembraram aos fiéis o ‘Milagre das Luzes’, um um episódio lendário atribuído a São José de Anchieta, ocorrido na Ermida do Guaibê.


De acordo com a tradição, diz a lenda que o Padre Anchieta costumava atravessar o Canal de Bertioga para realizar suas orações e catequizar indígenas na Ermida. Em uma dessas ocasiões, Anchieta foi levado de barco até a capela. Ao desembarcar, ele teria recusado o candeeiro (lâmpada de óleo) oferecido pelo barqueiro, afirmando que não precisaria dele.


Durante a noite, testemunhas no Forte São João, na margem de Bertioga, observaram a Ermida subitamente iluminada por uma claridade intensa e divina, acompanhada por sons de música celestial.


Questionado na manhã seguinte sobre as luzes e a música, o Anchieta pediu aos que viram que mantivessem o segredo enquanto ele vivesse. O relato só foi documentado juridicamente em 1602, anos após sua morte. A história recebeu o nome de ‘Milagre do Resplendor e Música no Céu’, popularmente conhecido como ‘Milagre das Luzes’ e é contata no livro “Vida de Padre José de Anchieta”, de Pero Rodrigues.

 
 
 

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